Stela Chemane (Universidade Pedagógica – Beira)
Resumo da comunicação apresentada nas Jornadas de Língua Portuguesa, organizadas pelo Instituto Camões em Maio de 2005
A situação linguística da cidade da Beira não é diferente da das outras cidades de Moçambique em que a Língua Portuguesa se encontra em contacto com as línguas Bantu faladas nas respectivas cidades, em que a maior parte dos moçambicanos que a fala têm-na como língua segunda e em que existe uma maior necessidade de comunicação em Português.
À medida que os tempos correm, vamo-nos apercebendo não só que o português que se fala se afasta cada vez mais da norma, mas também que cada região de Moçambique apresenta características peculiares.
A nível da cidade da Beira este fenómeno verifica-se em relação ao português falado por indivíduos nativos e, como é óbvio, por causa da influência do meio, por não nativos residentes nesta cidade.
A crescente necessidade de comunicação faz muitas vezes que o vocabulário existente não seja satisfatório. Sendo a língua uma entidade em constante evolução ou criação, acompanha a evolução extralinguística das comunidades e vai acomodando as suas necessidades de comunicação.
Neste trabalho, “ Renovação lexical do Português falado na Cidade da Beira” pretendemos por um lado trazer, uma vez mais, uma reflexão sobre a diversidade linguístico-cultural analisando os termos que, pouco a pouco, vão surgindo no Português falado em Moçambique em geral e na cidade da Beira em particular e, por outro, reflectir sobre o desafio que se nos apresenta como professores, dada a incidência de certa maneira contundente deste fenómeno, sobre que postura didáctico-pedagógica se deve adoptar, tanto a nível do ensino como a nível da formação de professores.
Não esperamos trazer respostas ou conclusões sobre o problema mas dar uma contribuição para um debate que já começou a nível do país e que precisa de ser particularizado a nível das diversas comunidades linguísticas nacionais.
Resumo da comunicação apresentada nas Jornadas de Língua Portuguesa, organizadas pelo Instituto Camões em Maio de 2005
A situação linguística da cidade da Beira não é diferente da das outras cidades de Moçambique em que a Língua Portuguesa se encontra em contacto com as línguas Bantu faladas nas respectivas cidades, em que a maior parte dos moçambicanos que a fala têm-na como língua segunda e em que existe uma maior necessidade de comunicação em Português.
À medida que os tempos correm, vamo-nos apercebendo não só que o português que se fala se afasta cada vez mais da norma, mas também que cada região de Moçambique apresenta características peculiares.
A nível da cidade da Beira este fenómeno verifica-se em relação ao português falado por indivíduos nativos e, como é óbvio, por causa da influência do meio, por não nativos residentes nesta cidade.
A crescente necessidade de comunicação faz muitas vezes que o vocabulário existente não seja satisfatório. Sendo a língua uma entidade em constante evolução ou criação, acompanha a evolução extralinguística das comunidades e vai acomodando as suas necessidades de comunicação.
Neste trabalho, “ Renovação lexical do Português falado na Cidade da Beira” pretendemos por um lado trazer, uma vez mais, uma reflexão sobre a diversidade linguístico-cultural analisando os termos que, pouco a pouco, vão surgindo no Português falado em Moçambique em geral e na cidade da Beira em particular e, por outro, reflectir sobre o desafio que se nos apresenta como professores, dada a incidência de certa maneira contundente deste fenómeno, sobre que postura didáctico-pedagógica se deve adoptar, tanto a nível do ensino como a nível da formação de professores.
Não esperamos trazer respostas ou conclusões sobre o problema mas dar uma contribuição para um debate que já começou a nível do país e que precisa de ser particularizado a nível das diversas comunidades linguísticas nacionais.

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